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Infra-estrutura cai nas graças de Wall Street e atrai bilhões

Camila Guimarães Hessel

Impulsionado por perspectivas para o mercado norte-americano, o setor de infra-estrutura desponta no mercado financeiro e suas oportunidades já estão sendo exploradas pelos principais bancos de investimento norte-americanos. Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup e Carlyle criaram fundos bilionários e vêm promovendo esse tipo de investimento como uma nova categoria de aplicação, com grau de segurança equivalente ao de títulos de dívida com alta classificação de risco e expectativas de retorno similares às do mercado de ações.

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Um mercado de títulos municipais de cerca de US$ 400 bilhões afastou as rodovias, pontes, pedágios, portos e aeroportos da onda de privatizações e concessões que começou no Reino Unido, nos anos 80, e se espalhou por Europa, Austrália e Brasil na década seguinte. Mas, com o crescimento da atratividade desse tipo de investimento e uma procura maior de oportunidades pelos fundos de pensão e outros investidores privados, os grandes bancos de Wall Street despertaram para o setor.

O Goldman Sachs captou US$ 6,5 bilhões para o seu fundo mais recente — um número que supera o dobro da expectativa inicial, que era de US$ 3 bilhões. De acordo com estimativas do Morgan Stanley, há mais de 30 fundos em desenvolvimento atualmente e a expectativa é que, juntos, eles levantem mais de US$ 500 bilhões para direcionar investimentos nos Estados Unidos.