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Chineses agora miram investidor internacional

Camila Guimarães Hessel

Estudo da PricewaterhouseCoopers (PwC) sobre as aberturas de capital na China (Greater China IPO Watch 2006) aponta como uma das principais tendências para aquele mercado, em 2007, a listagem simultânea de ações na Bolsa de Hong Kong e numa das duas principais bolsas da China Continental — Xangai ou Shenzhen. A opção mira o mercado internacional, visto que, ao contrário do que acontece em Xangai ou Shenzhen, os investidores estrangeiros têm livre acesso à Bolsa de Hong Kong.

Depois que, em novembro do ano passado, o Banco Industrial e Comercial da China adotou a estratégia de negociar ações nos dois mercados, outras 37 companhias trilharam o mesmo caminho. Para atrair adesões, a bolsa da antiga colônia britânica publicou um documento para orientar as companhias da China Continental e de outros países a nela listarem suas ações. “Esperamos que o número de listagens duplas aumente no futuro próximo”, afirma o sócio de mercado de capitais da PwC, Edmond Chan. “Algumas dessas adesões devem ocorrer já no momento do IPO, mas uma boa parte das companhias hoje listadas em apenas um dos mercados já declarou interesse numa listagem adicional.”

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Indicador tradicionalmente utilizado para medir a relevância do mercado de capitais de um país — a comparação entre a capitalização de mercado e o Produto Interno Bruto —, mostra que o mercado chinês, no consolidado das bolsas de Xangai, Shenzhen, Hong Kong e Taiwan, já fica muito próximo dos maiores do mundo (veja tabela).