Central depositária Laqus mira avanço tech e parcerias internacionais

A central depositária Laqus avalia novas investidas para reforçar o segmento de tecnologia, inclusive com possíveis parcerias internacionais, e pode seguir a trajetória da histórica emissão de títulos soberanos em euros feita recentemente pelo Brasil.
“Estamos olhando agora para outras aquisições no segmento de tecnologia, visando aumentar nossa eficiência”, disse o CEO da Laqus, Rodrigo Amato.
A expansão internacional também está no radar da plataforma, acompanhando o movimento de maior conexão do Brasil com os mercados globais.
Neste sentido, a empresa deve seguir na esteira da recente emissão de títulos de dívida do Brasil, quando o Tesouro Nacional captou 5 bilhões de euros em sua primeira emissão no mercado europeu após mais de uma década.
"Temos conversado com possíveis parceiros fora do Brasil, e a última emissão de títulos do Brasil, de certa forma deu o caminho", disse Amato, acrescentando que tanto os mercados europeus como asiáticos podem estar no radar.
Laqus anunciou aquisição da Estar em fevereiro
Em fevereiro, a Laqus anunciou a aquisição da Estar.Finance, uma plataforma digital autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para a negociação de ativos tokenizados. A Estar funciona como uma bolsa de acesso para pequenas e médias empresas ao mercado de capitais.
A aquisição da Estar é parte da estratégia da central depositária de reforçar seu posicionamento no segmento de crédito privado e tokenizadoras, disse o CEO da Laqus, Rodrigo Amato.
“Já assinamos os documentos vinculantes e estamos próximos do closing desta aquisição”, disse Amato. A empresa tem reforçado os investimentos internos na divisão de tecnologia voltados para o aumento da eficiência e do fortalecimento dos controles de risco, afirmou.

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Com R$ 60 bilhões em ativos depositados, a Laqus estima fechar o ano com um estoque acima de R$ 100 bilhões. Forte em notas comerciais, a empresa também faz o registro, escrituração, depósito e custódia de outros títulos de crédito privado, incluindo debêntures, CRIs e CRAs.
Em comparação, a B3 fechou o trimestre com um estoque de R$ 2 trilhões em títulos de dívida corporativa.
Cenário favorável para crescimento
A Laqus vê um ambiente favorável para seu crescimento nos próximos anos. Como central depositária, a Laqus realiza desde o registro até a custódia de ativos usando tecnologia proprietária em conformidade regulatória.
Este processo permite à empresa reduzir burocracias, mitigar riscos operacionais e aumentar a eficiência, segundo Amato.
Como alternativa à B3, o CEO destaca a eficiência da plataforma. “Não temos os 50 anos da B3, mas já temos cinco anos de experiência”, explicou Amato. A depositária se beneficia da sua capacidade de agilizar os processos, afirmou.
Isso significa que algumas empresas buscam a Laqus por conta desta agilidade para liberar o recurso, observou Amato. Essa flexibilidade atrai novos produtos e ativos para a central depositária, acrescentou.
Os demais concorrentes, com registro aprovado na CVM, de acordo com dados públicos, ainda não têm operações, observou o CEO. Hoje, são cinco depositários centrais de valores mobiliários registrados na CVM, contando com a Laqus e a B3.
Fundada em 2010, a Laqus obteve o seu registro como central depositária na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em 2021. Esta autorização permite à empresa realizar o depósito centralizado, registro e liquidação de ativos. Ela foi a primeira a obter a chancela para concorrer com a tradicional B3 neste segmento.


