Queda do bitcoin apaga ganhos acumulados desde o início do ano
O chamado rali de fim de ano do bitcoin parece ter chegado ao fim. A maior criptomoeda do mundo "apagou" todos os ganhos acumulados desde o início do ano, com os investidores mantendo uma postura defensiva após apenas o terceiro ano de retornos negativos registrados ao longo da última década. Nos mercados acionários, esse movimento sazonal costuma refletir uma alta dos preços após o período de festas e no início do novo ano, impulsionada por uma renovação do otimismo. Em determinado momento da semana passada, o bitcoin chegou a acumular alta de até 12% no ano.
A perda de confiança fica evidente nos fluxos de saída dos fundos negociados em bolsa (ETFs), após a onda de vendas nos mercados financeiros globais em meio às persistentes tensões geopolíticas. Dados compilados pela Bloomberg mostram que investidores retiraram aproximadamente US$ 490 milhões de cerca de uma dúzia de ETFs de bitcoin listados nos Estados Unidos nesta terça-feira (21).

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“O bitcoin está caindo à medida que o capital foge de ativos de risco”, afirmou Alex Kuptsikevich, analista-chefe de mercado da FxPro. Segundo ele, “vale estar preparado para um teste iminente de suportes relevantes de médio prazo, na faixa entre US$ 80 mil e US$ 84 mil, níveis em que o bitcoin foi comprado em novembro e dezembro”.
O bitcoin recuou até 2,4% na terça-feira, para US$ 87.188. O ativo encerrou o pregão de 31 de dezembro a US$ 87.648, acumulando uma queda de 6,5% em 2025.
Os mercados financeiros tradicionais se estabilizaram após a pior liquidação desde abril, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou o uso de força em relação à Groenlândia. As bolsas começaram a cair no fim de semana, após Trump ameaçar a ordem do pós-guerra ao afirmar a dominância dos EUA no hemisfério ocidental, gerando instabilidade na aliança entre Europa e Estados Unidos ao declarar a intenção de assumir o controle da Groenlândia.
