Axia registra maior queda desde 2020, impulsionada por reestruturação

As ações da Axia Energia, empresa brasileira do setor elétrico, despencaram após uma reorganização acionária vinculada à emissão de ações bonificadas, anunciada na sexta-feira (19), provocar um forte ajuste nos preços.
A queda, a mais acentuada em um único dia desde o início de 2020, ocorreu depois que os investidores aprovaram uma nova classe “C” de ações preferenciais. Eles também ratificaram o resgate compulsório de todas as ações da PNR, bem como uma capitalização de lucros retidos de 30 bilhões de reais (US$ 5,4 bilhões) por meio da emissão de 606.796.117 ações da PNC, distribuídas na forma de bônus.
“Não houve destruição de valor atrelado aos fundamentos da empresa, mas sim uma reorganização na forma como esse valor é alocado”, afirmou Wlad Ribeiro, gestor de portfólio da Truxt Investimentos. “Desconsiderando esse efeito contábil, as ações da Axia estão em grande parte alinhadas com o restante do mercado acionário nacional e com o setor de energia.”

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As ações brasileiras caíram 0,5% nesta segunda-feira (22). As empresas que compõem o índice MSCI Brazil Utilities apresentaram, em sua maioria, desempenho inferior ao do índice geral no dia.
Anteriormente conhecida como Eletrobras, a Axia, com sede no Rio de Janeiro, atua no setor elétrico brasileiro, com foco em geração e transmissão de energia.
Em novembro, o conselho de administração da empresa propôs a criação de novas classes de ações preferenciais para permitir a distribuição de parte ou da totalidade do lucro líquido retido, que totalizou 39,9 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2025.
A intenção é "preservar a flexibilidade financeira e a capacidade de investimento, evitar a diluição da participação acionária e, ao mesmo tempo, salvaguardar os direitos econômicos das ações preferenciais em relação aos dividendos", afirmou a Axia.


