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Valores mobiliários emitidos no 3° trimestre atingem R$ 630,9 bi, com destaque para FII, FIDC e crowdfunding 

Amanda Meneses

O total de valores mobiliários emitidos até o final do terceiro trimestre de 2025 foi de R$ 630,9 bilhões, com destaque para os Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs), Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e das plataformas de crowdfunding, segundo dados do Boletim Econômico da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgado nesta terça-feira (28).

A indústria de FIIs emitiu um volume 13,9% maior, com R$ 68,8 bilhões em 2025, contra R$ 60,4 bilhões no mesmo período em 2024. Já a indústria de FIDCs atingiu o volume de R$ 97,9 bilhões em 2025 contra R$ 90,1 bilhões no mesmo período de 2024, aumento das emissões em 8,6%.

Considerando apenas os ativos de renda fixa (debêntures, notas promissórias, FIDCs e Certificados de Recebíveis diversos), houve um pequeno decréscimo de cerca de 3% no total de emissões, de R$ 525,2 bilhões, contra R$ 541,1 bilhões no mesmo período em 2024.


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Em relação ao crowdfunding, assim como nos dois trimestres de 2025, as ofertas via plataformas eletrônicas de investimento participativo, regidas pela Resolução CVM 88, seguem em alta nos últimos três meses. De janeiro a setembro deste ano, a quantidade de emissões mais que dobrou em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 253 emissões. Este ano, até o fim do terceiro trimestre, foram 629 emissões, enquanto o volume financeiro quadruplicou, saindo de R$ 0,76 bilhão em 2024 e R$ 3,1 bilhões em 2025.

Novo crescimento no conjunto de regulados

O número de regulados pela CVM cresceu 2,8% em relação ao final do ano anterior, alcançando a marca de 92.322 participantes. A indústria de consultores de valores mobiliários continua avançando substancialmente, com alta de 20,4% em relação ao final de 2024 (25% quando comparado o término do 3º trimestre de 2024). Foram autorizadas ainda duas novas centrais depositárias e três administradoras de mercado organizado.

O Boletim da CVM ainda estima o valor total do mercado regulado em R$ 46,32 trilhões e, quando excluído o valor nocional dos produtos derivativos, em R$ 17,28 trilhões, o que representa alta de 8.5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O crescimento foi impulsionado pela indústria de Fundos de Investimento no período, que alcançou a marca de R$ 10,8 trilhões, 10,1% a mais em relação ao mesmo período de 2024.