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Varejo alta renda aumenta aporte em 10% e se destaca no 1º semestre, diz Anbima

Érica Polo

Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima

O retrato do volume investido no país, em varejos tradicional, alta renda e private, totalizou R$ 7,9 trilhões ao final de junho, alta de 7% em comparação a dezembro de 2024. Levantamento divulgado pela Anbima nesta segunda-feira (11), indicou que, do total, a maior fatia vem do varejo de alta renda (36%), seguido por varejo tradicional (33%) e private (30,5%). A maior variação positiva veio do varejo alta renda, com crescimento de 10,7% na mesma comparação entre períodos.

O varejo tem quase 190 milhões de contas – não necessariamente o mesmo CPF – e o segmento private soma quase 162 mil clientes e 70 mil grupos econômicos, segundo o material divulgado. A associação ainda não mensura os investimentos feitos no exterior, o que espera retratar no próximo ano, disse Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima.

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Por tipo de ativo, a renda fixa representa quase 60% (ou R$ 4,7 trilhões) do total de investimentos da pessoa física neste ano, incluindo como exemplo as LCI e LCA, ainda isentas de Imposto de Renda (IR). Vale lembrar que há projeto do governo federal para tributar os isentos em 5%. Selic em alto patamar, agora a 15% ao ano, explica o desempenho.

Em seguida vêm previdência, renda variável e híbridos, nessa ordem. Títulos e valores mobiliários têm 46% do total aportado, seguidos pelos fundos, com 23% em junho de 2025, segundo a Anbima.

A taxa de juros em alto patamar contribuiu para que investimentos em CDB ultrapassassem a marca de R$ 1,1 trilhão, com alta de 10% em comparação a dezembro passado. Entre os fundos, destacaram-se os FIDCs, com crescimento de 51% ao longo do primeiro semestre de 2025, com captação de R$ 35 bilhões.

Os FIDCs crescem a partir de uma base menor, mas se destacam no cenário, avalia a executiva da Anbima. Na leitura de Luciane, a abertura desse tipo de fundo para o varejo, de modo geral, resultou num impacto que contribuiu para o  crescimento. A associação não detalha os perfis de FIDCs mais procurados.

Mas informa que o valor médio por operação foi de R$ 80 milhões nesses fundos, cada vez mais utilizados como alternativa de busca de recursos por empresas de pequeno e médio portes.