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Setor imobiliário reduz participação no mercado de capitais

Jiane Carvalho

No primeiro semestre do ano, o crescimento observado em Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) foi de 4,3%, com o patrimônio líquido saltando de R$ 349 bilhões para R$ 365 bilhões. O desempenho ficou abaixo do crescimento médio do mercado como um todo que, no mesmo período, cresceu 8,1% – renda fixa, variável e fundos de investimento – a R$ 16,6 trilhões (retrato em junho/25). Os dados constam do primeiro Boletim CVM do Setor Imobiliário, cuja publicação será trimestral e abordará os principais instrumentos de captação do setor.

A publicação divulgada nesta quinta-feira (14) revela que o volume financeiro do setor imobiliário, dentro do mercado de capitais, cresceu 5% nos últimos 6 meses, a R$ 681 bilhões. Um desempenho também inferior à variação do volume financeiro total do mercado de capitais (8,1%) na mesma base de comparação. Isso significa perda de participação relativa do setor, com uma discreta redução de 4,23%, em dezembro para 4,11% em junho.

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Os dados por produtos mostram que os FIIs, ao final de junho, tinham 1.131 fundos operacionais. O segmento tem 13 milhões de cotistas pessoas físicas – não por CPF – e 11% dos FIIs possuem mais de 15 mil cotistas (126 fundos).

Sobre a composição das carteiras dos FIIs, o boletim informa que 57% dos recursos estão em fundos de renda fixa. Do PL total dos FIIs, 59% estão investidos em bens imóveis, seguido por CRI e CRA, com 20%. Os recursos investidos em cotas de outros FIIs representam 9% do PL total. Por tipo de imóvel, o grosso dos recursos dos FIIs (89%) é destinado a bens acabados e para gerar renda. Na lista dos três maiores FIIs do mercado aparecem dois da Kinea, que somam um PL de R$ 15,2 bilhões. O terceiro maior é da Caixa, com R$ 7,3 bilhões de PL.

No universo dos Certificados de Recebíveis Imobiliário (CRI) o avanço foi de 7,6% no período, para R$ 240 bilhões, instrumento que se aproximou do desempenho médio do mercado. As debêntures são o principal lastro para os CRIs, R$ 78 bilhões, representando 33% do lastro em estoque. Na sequência, os empréstimos imobiliários respondem por 22% do lastro (R$ 53,1 bilhões), seguido por Outros, não especificados, representando 14% (R$ 33,5 bilhões).