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Bolsa brasileira segue em baixa após resposta do governo ao 'tarifaço'

Érica Polo

Em um dia pautado por resposta do governo brasileiro ao 'tarifaço' dos EUA ao Brasil, a B3 segue em baixa. Para agentes do mercado financeiro, o movimento desta quarta-feira (13) na bolsa pode ser correção após a forte alta do dia anterior – resposta de impacto de divulgação de resultados desta temporada de balanços, entre eles, Sabesp e BTG. Por volta de 14h40, ou seja após a divulgação do plano do governo federal que visa reduzir impactos da política americana aos exportadores, a bolsa registrava queda de 0,60% (137.079 pontos).  

Por volta de meio dia desta quarta, o governo federal divulgou a medida provisória (MP) batizada de plano "Brasil Soberano", a qual lista, entre as alternativas que buscam reduzir o impacto do ‘tarifaço’ americano aos exportadores, estender o Reintegra para todas as empresas que vendem aos EUA. Esse programa permite que companhias recebam de volta parte dos tributos pagos durante a produção de bens exportados.

Ainda segundo o plano, haverá uma linha de crédito de R$ 30 bilhões a taxas “acessíveis” para as empresas mais afetadas. O acesso à linha está condicionado à manutenção de emprego, informa o material divulgado. Mais uma medida anunciada é a prorrogação dos prazos do regime de drawback, por um ano, para quem embarca produtos para o mercado americano (válido para exportações programadas até dezembro). Este regime isenta ou suspende cobrança de alguns impostos sobre insumos usados na fabricação das mercadorias.

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As medidas, contudo, atenuam os impactos no curto prazo e não necessariamente são sustentáveis por mais tempo, avalia o sócio e head de análises da Levante Investimentos, Enrico Cozzolino. “O mercado precifica de uma forma ruim toda essa questão [a condução da diplomacia brasileira no episódio] e, além disso, muitas das companhias que são alvo das medidas governamentais não são listadas. Então há uma reação neutra da bolsa frente a esse anúncio”, avalia.

Volnei Eyng, CEO da gestora Multiplike, reitera que o alcance das medidas, embora positivo no curto prazo, é restrito quando se observa o efeito estrutural das tarifas. O reforço de caixa e o alívio tributário ajudam a manter operações, mas não neutralizam as barreiras que afetam setores industriais de ciclo longo e alto valor agregado, detalha.