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Debêntures incentivadas têm semestre recorde

Amanda Meneses

As emissões de debêntures incentivadas tiveram um primeiro semestre de 2025 com volume expressivo, totalizando R$ 74,54 bilhões e batendo novo recorde de maior volume de captação da série histórica, pelo 4º semestre consecutivo. Esse valor representa um crescimento de 15,7% em relação ao mesmo período de 2024, cujas emissões totalizaram R$ 64 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A entidade destacou que apesar da desaceleração pontual em junho, que registrou R$ 12,05 bilhões frente aos R$ 19,6 bilhões de junho de 2024, o desempenho acumulado reflete uma crescente consolidação do instrumento como alternativa de financiamento de longo prazo dos projetos prioritários de infraestrutura e inovação, mesmo em um ambiente desafiador de juros elevados e ajustes fiscais. O fluxo de captação também seguiu consistente, com uma média mensal das emissões atingindo R$ 12,42 bilhões.


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Em relação ao número de séries, houve uma pequena queda, com o semestre fechando em 110 séries contra as 120 registradas no mesmo período de 2024. “Nesse sentido, houve uma redução da média das emissões ao longo do primeiro semestre de 2025, com valores em torno de 18,3 séries por mês, contrastando com o padrão mais concentrado de 2024  que puxou a média simples para 20 séries por mês no primeiro semestre do ano passado”, disse a Anbima, em nota.

Entre os setores, os setores de Energia Elétrica e Transporte & Logística dividiram a liderança, com R$ 23,81 bilhões e R$ 23,79 bilhões, respectivamente, cada um com participação de 32% do total, indicando uma mudança na composição dos volumes. No entanto, na comparação com mesmo período de 2024, houve uma redução na participação relativa do setor elétrico, que anteriormente detinha 46% do total. O setor de Saneamento, por sua vez, perdeu espaço relativo (de 12% para 10%), enquanto TI e Telecomunicações avançaram de 7% para 8%. 

Já quanto aos subscritores, os intermediários e participantes ligados à oferta mantiveram a liderança, com 63,41% de participação no semestre, ainda que tenham perdido espaço em junho (54,79%) para as pessoas físicas, que atingiram 29,75%. ‘Essa participação das pessoas físicas indica um salto expressivo frente aos 7,67% de junho de 2024 e aos 10,57% registrados em maio de 2025”, disse a Anbima. Os fundos de investimento representaram 25,94% no semestre, mas sua participação foi variada no ano. 

Já no mercado secundário, as negociações de debêntures incentivadas somaram R$ 35,29 bilhões em junho, com um giro de 8,95%, superando os R$ 30,54 bilhões de maio. O volume acumulado no semestre foi de R$ 169,21 bilhões frente aos R$ 120,29 bilhões negociados no mesmo período do ano anterior.