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Rumo à assembleia que define fusão, Marfrig recua na B3; mas ganho no ano é de 49%

Érica Polo

Perto das assembleias que vão bater o martelo sobre a fusão de Marfrig e BRF, em 18 de junho, os papeis da Marfrig recuam perto de 1% na tarde desta terça (03). O papel caminhava na contramão do Ibovespa, que marcava alta de 0,45% (137.404 pontos) por volta de 15h30. Como a Marfrig, JBS também recuava (-2%, a R$ 39).

As duas gigantes valorizaram significativamente em 2025. Após o anúncio da fusão com a BRF, principal evento para o ganho no ano, a Marfrig obteve valorização de 49%, esbarrando em R$ 22 bilhões de valor de mercado no fechamento desta segunda (02), segundo a Elos Ayta. A JBS valia R$ 89 bilhões ontem, com forte ganho depois da aprovação da listagem nos EUA.   

A notícia que circulou na manhã de hoje na imprensa, sobre a contestação ao preço da fusão entre Marfrig e BRF, por herdeiros do fundador da Sadia (que junto com Perdigão formou a BRF), parece não ter movido muito os ponteiros dos preços do papel. Para Enrico Cozzolino, sócio e head de análise da Levante Investimentos, esse é um “evento ruim”, mas que deve ter efeito limitado.

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Hoje tem mais efeito sobre a bolsa o contexto macro do país, com notícias relacionadas ao IOF e pacote do governo para conter as contas, disse.

A Marfrig anunciou a fusão com a BRF em maio. O controle da BRF, contudo, já estava em suas mãos desde 2023. Em 2021, vale lembrar, a Marfrig já detinha mais de 30%. Fábio Coelho, presidente da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec), comenta que a notícia da fusão não surpreendeu os minoritários. “Desde 2021, quando obteve 20% da BRF, a Marfrig deu sinais de uma possível incorporação. Depois a companhia foi avançando ao derrubar a 'poison pill', e o histórico já mostrava o que iria ocorrer”, diz.

As assembleias de Marfrig e BRF estão marcadas para junho. O laudo de avaliação indica que 1 ação da BRF vale 0,8521 da Marfrig. Em teoria, o rito para estabelecer o valor foi seguido conforme as regras de governança, com o estabelecimento de um comitê independente formado por três pessoas, o qual elaborou a avaliação, conforme ditam as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O papel da BRF ganhou valor à medida que a Marfrig tomou o controle, saindo de patamar inferior a R$ 10 há alguns anos.