Pix parcelado e alternativa de funding imobiliário são foco do BC, diz Galípolo

Depois do lançamento do Pix 2.0, na semana passada, está na agenda do Banco Central trazer mais uma iniciativa rumo à inovação, o Pix parcelado, contou o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, na manhã desta terça-feira (10) em abertura de evento organizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Febraban Tech 2025, na capital paulista. O executivo também mencionou alternativas de funding ao setor imobiliário, mas não citou a política monetária.
A ideia é trazer o novo serviço do Pix a mercado “nos próximos meses”, disse. “Isso vai estimular, no varejo, a compra de bens e serviços. Vai ser outra inovação muito importante a afetar 60 milhões de pessoas que hoje não têm cartão de crédito e vão poder parcelar compras”, disse Galípolo.
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Apesar da expectativa em torno da política monetária, após a divulgação da desaceleração do IPCA em maio (com alta de 0,26% no mês passado), Galípolo não falou sobre juros, mas focou na agenda de inovação do BC.
Entre outras iniciativas que constam na agenda do BC, estão o MED 2.0, que vai permitir a contestação de transações Pix diretamente por meio do aplicativo dos bancos, aplicável apenas em casos de fraudes, golpes e crimes, disse. O Pix em garantia, outra novidade a ser lançada futuramente, vai permitir que os fluxos futuros de Pix possam ser dados como garantia em operações de crédito.

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Galípolo falou, ainda, em avançar na agenda de redução de risco entre os envolvidos em Open Finance. O foco é facilitar o processo de portabilidade de crédito, e criar um market place, visando aumentar a competitividade.
Funding imobiliário
As iniciativas devem reduzir o custo do crédito, comentou Galípolo. Fora a agenda de inovação, o presidente do BC disse, ainda, que parte da agenda em foco é o estudo de alternativa de fontes de funding para financiamento imobiliário. O debate está sendo feito em conjunto com instituições financeiras para resolver a queda de poupança.
O discurso veio pouco antes do início de um painel onde estariam os principais executivos de bancos, entre eles o presidente da Caixa, Carlos Vieira.
A própria evolução da educação financeira no país contribui para a redução na caderneta, continuou o chefe da autoridade monetária. “Estamos trabalhando com o setor financeiro, entre eles a Caixa, para encontrar meios de gerar funding”, disse. O foco é migrar para um modelo de financiamento que use captação em mercado, continuou, sem mais detalhes.
IA nos bancões
Depois dos comentários de Galípolo, os principais executivos dos bancões falaram sobre os projetos de IA em implementação em suas estruturas. Mario Leão, do Santander, contou que, entre os próximos passos, o banco planeja lançar soluções de IA generativa para microempresas. “Os bancos abraçaram há muito tempo a competitividade fomentada pelo regulador, mas principalmente pelos usuários”, avaliou. “Estamos trabalhando em um aplicativo com foco em hiperpersonalização, possibilitada pela GenIA”.
A agenda de transformação implementada pelo BC e usuários levou os bancos a acelerarem as transformações em anos recentes. No Itaú, há mais de 500 projetos de IA generativa em estudos e, no Bradesco, os investimentos no segmento estão sendo feitos de “maneira brutal”, disse Marcelo Noronha, principal executivo do banco.
Já Tarciana Medeiros, do BB, contou que tem mais de 700 modelos de IA rodando no banco e com a GenIA o avanço será rápido. Um dos focos, por exemplo, é possibilitar avaliação de risco em tempo real.
