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Petróleo mantém forte alta por conflito no Oriente Médio, e Petrobras segura Ibovespa

Érica Polo

Os preços do petróleo mantêm alta na tarde desta sexta-feira (13), com ganho aproximado de 6% (US$ 73,7/barril Brent), informa a plataforma Investing. A cotação segue perto desse patamar desde sua disparada, entre ontem e hoje, após ofensiva militar conduzida por Israel contra alvos no Irã. O Ibovespa segue em queda ao longo do dia (-0,24%, a 137.468 pontos perto de 14h30), com a alta da Petrobras segurando as perdas. As ações da companhia ganhavam cerca de 2,5% (R$ 35,10) e o dólar operava estável, com elevação de 0,05% (R$ 5,53), segundo a mesma fonte.

A escalada no conflito entre os dois países elevou o risco geopolítico no Oriente Médio e reacendeu temores sobre o abastecimento global de petróleo, sobretudo diante da importância estratégica da região na produção e no escoamento da commodity, escreveu Vitor Agnello, analista da CM Capital.

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Em resposta imediata, o petróleo Brent (referência global para os preços da matéria-prima) chegou a superar 7% em valorização intradiária e ultrapassou US$ 76 dólares/barril. Trata-se do maior avanço percentual em um único dia desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, segundo Agnello.

O aumento do risco de fornecimento – visto que o conflito alcança rotas essenciais para o transporte de petróleo, especialmente o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da produção mundial da commodity – impactou contratos futuros de petróleo nas bolsas internacionais.  

No Brasil, a alta repercute de forma significativa, especialmente sobre o desempenho da Petrobras, mas virá acompanhada de realizações de players que estão comprados na zona de R$ 29,00, disse o analista.

A empresa tem grande parte de sua produção concentrada no pré-sal, onde o custo de extração chega perto a US$ 5 o barril. Caso os preços internacionais se mantenham elevados, a companhia tende a ampliar substancialmente suas margens de lucro. Estimativas de mercado indicam que, a cada US$ 10 de valorização do Brent, o fluxo de caixa da estatal pode crescer em até US$ 5 bilhões, complementa Agnello.