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Ibovespa e Wall Street sobem, de olho em possibilidade de cessar-fogo entre Irã e Israel e super-quarta

Amanda Meneses

O Ibovespa, principal índice da B3, opera em alta nesta segunda-feira (16). O movimento é o mesmo para os índices norte-americanos, influenciados por um possível arrefecimento dos temores sobre a escalada do conflito no Oriente Médio, entre Irã e Israel. Nesta segunda, Donald Trump afirmou que o Irã quer conversar sobre a redução da tensão com Israel, mesmo com os dois lados trocando ataques pelo quarto dia consecutivo.

O Ibovespa apresenta forte desempenho impulsionado por um alívio nas tensões geopolíticas, especialmente no conflito no Oriente Médio, que reduz a pressão sobre os preços do petróleo. 

“A expectativa de que a escalada militar não se intensifique favorece a realização de lucros. Dados econômicos positivos da China e projeções otimistas de inflação do Relatório Focus também animam os investidores”, comenta Gerson Brilhante, analista da Levante Inside Corp, lembrando que o mercado está atento à decisão do Copom na quarta-feira, com apostas de que a taxa Selic pode se estabilizar, o que influencia o otimismo local.


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Nesta manhã os investidores também receberam os dados do indicador mensal de atividade econômica (IBC-Br), que registrou alta de 0,2% em abril, segundo o Banco Central (BC). A leitura ficou acima da expectativa, segundo pesquisa da Reuters, de ganho de 0,1%. Na trajetória de abril de 2024 a abril deste ano, o crescimento acumulado é de 3,4% e na comparação com o mesmo mês de 2024, o crescimento é de 2,5%.

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Por volta das 15h40, o Ibovespa subia 1,84%, aos 139.734 pontos. Enquanto isso, nos EUA, S&P 500 ganhava 0,89% aos 6.030 pontos, Dow Jones Industrial Average operava em alta de 0,71% aos 42.499 pontos e Nasdaq Composite subia 1,43% aos 19.683 pontos. Já o dólar caía 0,80% ante o real, negociado a R$ 5,49.

Uma relativa calma atingiu o mercado, com ações voltando a subir e petróleo afundando, com a possibilidade de um cessar-fogo entre Irã e Israel. No fim da última semana, a preocupação era o risco de fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 30% de todo o petróleo mundial, o que afetaria a economia global. O petróleo, que chegou a subir 7% na sexta, agora cai. No entanto, o mercado de petróleo segue volátil devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio, embora sinais de possível negociação para evitar escalada mantenham os preços sob controle. 

Além disso, a estratégia da OPEP+ de aumentar gradualmente a produção, combinada com preocupações sobre excesso de oferta e demanda mais fraca na China, influencia as cotações.

Brilhante pontua que as bolsas americanas operam em alta, refletindo expectativas de redução de juros pelo Federal Reserve, a ser definida em breve, em meio a sinais de desaceleração econômica, como menor geração de empregos. No entanto, incertezas sobre negociações comerciais entre EUA e China e tensões no Oriente Médio mantêm os investidores cautelosos, com o petróleo sendo um fator de influência devido à sua relação com a geopolítica e a economia global. 

“Os mercados globais refletem um equilíbrio entre otimismo econômico e cautela geopolítica. A possibilidade de estabilidade nas taxas de juros no Brasil e nos EUA, combinada com negociações comerciais e dinâmicas do petróleo, molda o sentimento dos investidores. O dólar enfraquece globalmente, beneficiando moedas como o real”, diz o analista.