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Fundos têm saída líquida de R$ 14 bi em maio, mas resgates desaceleram

Érica Polo

Pedro Rudge, diretor da Anbima
Pedro Rudge, diretor da Anbima

Os fundos de investimentos tiveram saída líquida de R$ 14,1 bilhões em maio, informou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta sexta (06). Apesar de mais um mês em baixa, o volume desacelerou em relação a abril – quando os resgates líquidos somaram R$ 50,6 bilhões. No ano, contudo, o saldo segue negativo em R$ 78,3 bilhões.

O patrimônio líquido da indústria soma R$ 9,7 trilhões. Os fundos multimercados lideraram o ranking de saídas no mês passado, com captação líquida negativa de R$ 16,2 bilhões. Os resgates em 2025 totalizam R$ 79 bilhões. Ações também registraram saídas, de R$ 3,4 bilhões. Ambas as classes de fundos desaceleraram em relação a abril.

“A desaceleração nos resgates pode indicar que os investidores estão, gradualmente, com mais apetite para ativos de maior risco, diante da boa performance da bolsa até o momento. Isso têm impulsionado os retornos dos fundos de ações e multimercados”, diz Pedro Rudge, diretor da Anbima, em nota.

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Fundos de renda fixa também tiveram saídas, de R$ 1,4 bilhão em maio, num patamar bem menor do que o registrado em abril, quando esses fundos viram resgates de R$ 21 bilhões.

Captação positiva

Na contramão das classes de fundos já citadas, os Fundos de Investimento em Participações (FIP) registraramentradas líquidas de R$ 2,6 bilhões, seguidos por fundos de índices (ETFs), com R$ 2,2 bilhões.

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) captaram R$ 1,4 bilhão e, os fundos de previdência, R$ 418 milhões. Fundos cambiais registraram entrada líquida de R$ 314,2 milhões, finaliza a entidade.

Em rentabilidade, entre os multimercados, todos os tipos apresentaram retorno positivo (de 5,29%), com destaque para Long & Shor neutro, que operam com posições compradas e vendidas em ações.

Os fundos do tipo duração média crédito livre, na categoria renda fixa, tiveram rentabilidade de 1,21%; em ações, só os FMP-FGTS — que investem com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço — fecharam o mês no vermelho. Segundo a Anbima, o melhor desempenho nesta classe foi obtido pelos fundos de ações setoriais, com avanço de 15,86% no mês.