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B3 lança IDEB e IDEI, de debêntures AAA, e chega a quatro índices de renda fixa

Jiane Carvalho

Ricardo Cavalheiro, superintendente de índices da B3
Ricardo Cavalheiro, superintendente de índices da B3

A B3, bolsa referência em índices de renda variável, deu mais um passo para ampliar seus produtos de renda fixa e lançou nesta quinta-feira (12) mais dois índices atrelados a debêntures: Índice de Debêntures AAA DI B3 (IDEB) e Índice de Debêntures Incentivadas AAA IPCA B3 (IDEI). Com os lançamentos, a B3 já soma quatro índices de renda fixa atrelados a debêntures e mais quatro indicadores de spread. No total, a B3 conta com mais de 60 índices que englobam diferentes segmentos do mercado como índices amplos, setoriais, índices de governança, índices de sustentabilidade, índice de agronegócio e commodities, entre outros.

No universo da renda fixa, no início do ano, a B3 já havia lançado o Índice de Debêntures Ultra Qualidade DI B3 e o Índice de Debêntures Ultra Qualidade IPCA B3, além dos seus respectivos indicadores de spread. “Investir na criação e na gestão de novos índices, com intuito de oferecer cada vez mais produtos que geram oportunidades reais para os investidores, faz parte da estratégia de crescimento da B3 para este ano. Estamos atentos à ampliação do mercado de renda fixa no país e às demandas dos clientes por novos produtos e diversificação de portfólio”, comenta Ricardo Cavalheiro, superintendente de Índices da B3.


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Os mais novos lançamentos da bolsa - IDEB e IDEI - são resultados de duas carteiras teóricas de ativos e têm como objetivo fornecer referenciais que representem o desempenho médio dos preços das debêntures precificadas pela B3, que contam com classificação de crédito triple A (AAA), ou seja, com baixo risco de inadimplência. O IDEB considera as debêntures com remuneração composta por DI, mais o spread, e o IDEI considera o desempenho médio dos preços das debêntures incentivadas, com remuneração composta por IPCA, mais o spread. 

“O IDEB é um índice bem mais amplo do que os de outra qualidade, tem 68 ativos, com uma quantidade significativa de emissores, que são 27. Já no IDEI é feito um cálculo de preços de ativos combinados, um pouquinho menor, mas ainda bastante significativo, com 57 ativos e 28 emissores, sempre referenciados no IPCA”, explica Cavalheiro. Para compor os índices, serão selecionadas as séries de debêntures com volume emitido igual ou superior a R$ 300 milhões e que, na data de rebalanceamento, detenham características pré-definidas. “Os dois são índices de Retorno Total, com carteiras teóricas de prazo médio superior a 720 dias corridos e com rebalanceamento mensalmente, para refletir as eventuais mudanças ocorridas nas quantidades do mercado dos títulos.”

A ideia com os novos produtos, explica o executivo da bolsa, é dar suporte ao desenvolvimento do mercado. “Indicadores ajudam no processo de construção de referência em preços, monitoramento de performance não só para o investidor, mas também para o próprio emissor e os gestores, que podem entender o patamar de spread em que as debêntures estão sendo negociadas”, diz Cavalheiro. “É um instrumento bastante útil para diferentes participantes do mercado.”

A B3, na mesma data, coloca na prateleira de renda fixa dois indicadores de spread baseados nos dois índices IDEB e IDEI. Os indicadores Índice Taxa de Debêntures AAA DI B3 (IDEB Taxa AAA DI B3) e Índice Taxa de Debêntures Incentivadas AAA IPCA B3 (IDEB Taxa AAA IPCA B3) refletem, de forma diária, o risco de crédito associado às carteiras dos índices de referência. Os indicadores de spread de crédito seguem as mesmas características de seleção e rebalanceamentos dos índices de referência.