Primeiro ETF híbrido é lançado na B3; ano já conta com novidades em ouro e China
O primeiro ETF híbrido da B3, composto por renda fixa e variável, foi lançado nesta terça-feira (13), pela Itaú Asset. O produto será negociado com o ticker GOAT11, informou a bolsa brasileira em nota. Ainda segundo a B3, o ETF é composto por 80% de renda fixa, baseada em títulos públicos com rentabilidade indexada à inflação oficial do país, medida pelo IPCA, e outros 20% de renda variável – com ações do S&P 500, dos EUA.
Como o ETF tem a maior parte da composição em renda fixa, a tributação será baseada na renda fixa, com cobrança de alíquota do Imposto de Renda, conforme determinação da Receita Federal.
“A B3 inova, mais uma vez, com novas modalidades de ETFs. O ETF Híbrido combina o melhor dos dois mundos da renda fixa e da renda variável internacional. No atual momento de mercado, em um único ativo o investidor tem a proteção contra a inflação e exposição ao mercado internacional”, afirmou Thalita Forne, superintendente de Produtos da B3
Ouro e China: outros lançamentos recentes
Neste ano outros ETFs chegaram à bolsa brasileira. Em março, a B3 anunciou um acordo com as bolsas de valores chinesas de Xangai (Shanghai Stock Exchange – SSE) e de Shenzhen (Shenzhen Stock Exchange – SZSE) que vai permitir conectividade de ETFs entre os dois países, o que vai ocorrer por meio do programa ETF Connect.

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O Brasil foi o primeiro país fora do mercado asiático a viabilizar esse mecanismo, ativo por parte das bolsas chinesas (em parcerias semelhantes) com Japão, Singapura e Hong Kong, informou a B3 à época. O ETF Connect China-Brasil permite que ETFs referenciados em índices chineses sejam listados na B3, combinada com a listagem de ETFs que seguem o Ibovespa B3 na China.
Ainda segundo a bolsa, a iniciativa foi viabilizada por meio de um memorando assinado, no ano passado, entre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) – e impulsionada pela decisão dos governos do Brasil e da China de priorizar a cooperação em finanças.
No mesmo mês de março, a Investo, focada em ETFs, lançou o GLDX11 – seu primeiro atrelado ao ouro no Brasil. O índice é atrelado a lastro físico. O novo ETF somou-se a outros com exposição a ouro, a exemplo do GOLD11, da XP, e 2 BDRs de ETFs conhecidos como ETFs Globais, ABGD39 e BIAU39. O GLDX11 permite exposição a ouro por meio do ETF OUNZ da VanEck, controladora da Investo, e o ETF citado é listado na NYSE – o qual desde 2014 registra retornos médios próximos a 7% ao ano, em dólares.
