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Onda de novos ETFs inclui data centers e small caps dos EUA, lançados hoje pela Global X

Érica Polo

Crédito: Global X
Crédito: Global X

Mais dois ETFs desembarcaram como opção na B3 nesta quarta-feira (14), lançados pela gestora americana Global X: são dois BDRs de ETFs, o Global X Data Center & Digital Infrastructure ETF (DTCR39) e o Global X Russell 2000 ETF (RSSL39). O primeiro deles, informa a gestora, é o único BDR listado na bolsa brasileira que investe só em empresas globais de data centers e infraestrutura digital – componentes essenciais para o avanço da inteligência artificial, computação em nuvem e conectividade.

Já o RSSL39 replica o índice Russell 2000, composto por small caps norte-americanas. Segundo a Global X, embora mais sensíveis às variações macroeconômicas de curto prazo, essas empresas têm grande potencial de crescimento no médio e longo prazo. Em nota, a gestora informa que um dos diferenciais do ETF é sua taxa de administração de apenas 0,08%, uma das menores do mercado.


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“O objetivo é oferecer aos investidores brasileiros acesso facilitado a megatendências globais, com foco em eficiência de custos e diversificação inteligente de portfólios”, resume Flávio Vegas, especialista de produtos da Global X ETFs, também em nota.

Outras novidades: Argentina, China, ETF híbrido e ouro

No mês passado, a mesma gestora, Global X, lançou o BDR do ETF Global X MSCI Argentina (ARGT39), o primeiro BDR de ETF focado exclusivamente na Argentina listado na B3. O produto oferece acesso direto às maiores empresas argentinas, sem necessidade de conta no exterior ou conversão cambial, a exemplo de Mercado Livre, Grupo Galicia S.A, YPF, Cencosud, Pampa Energia S.A.

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O ETF possui mais de dez anos de histórico e acumula quase US$ 1 bilhão sob gestão. Com os lançamentos, a Global X passa a trabalhar com 32 estratégias de BDRs de ETF na bolsa brasileira.

Na esteira de lançamentos recentes, o primeiro ETF híbrido da bolsa brasileira foi lançado nesta terça (13) pela Itaú Asset. Ele é composto por renda fixa e variável e será negociado com o ticker GOAT11. Segundo a B3, o produto é composto por 80% de renda fixa, baseada em títulos públicos com rentabilidade indexada à inflação oficial do país, medida pelo IPCA, e outros 20% de renda variável – com ações do S&P 500, dos EUA.

Como o ETF tem a maior parte da composição em renda fixa, a tributação será baseada na renda fixa, com cobrança de alíquota do Imposto de Renda, conforme determinação da Receita Federal.

Em março, a B3 anunciou um acordo com as bolsas de valores chinesas de Xangai (Shanghai Stock Exchange – SSE) e de Shenzhen (Shenzhen Stock Exchange – SZSE) que vai permitir conectividade de ETFs entre os dois países, o que vai ocorrer por meio do programa ETF Connect.

O Brasil foi o primeiro país fora do mercado asiático a viabilizar esse mecanismo, ativo por parte das bolsas chinesas (em parcerias semelhantes) com Japão, Singapura e Hong Kong, informou a B3 à época. O ETF Connect China-Brasil permite que ETFs referenciados em índices chineses sejam listados na B3, combinada com a listagem de ETFs que seguem o Ibovespa B3 na China.

Ainda segundo a bolsa, a iniciativa foi viabilizada por meio de um memorando assinado, no ano passado, entre a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) – e impulsionada pela decisão dos governos do Brasil e da China de priorizar a cooperação em finanças.

No mesmo mês de março, a Investo, focada em ETFs, lançou o GLDX11 – seu primeiro atrelado ao ouro no Brasil. O índice é atrelado a lastro físico. O novo ETF somou-se a outros com exposição a ouro, a exemplo do GOLD11, da XP, e 2 BDRs de ETFs conhecidos como ETFs Globais, ABGD39 e BIAU39. O GLDX11 permite exposição a ouro por meio do ETF OUNZ da VanEck, controladora da Investo, e o ETF citado é listado na NYSE – o qual desde 2014 registra retornos médios próximos a 7% ao ano, em dólares.