Indicador de atividade econômica do BC sobe 0,8% em março, mas expectativa de inflação cai
O IBC-Br, a ‘prévia do PIB’, teve alta de 0,8% em março sobre o mês anterior, divulgou hoje o Banco Central (BC). Em fevereiro, o indicador subiu 0,52%. Já no trimestre encerrado em março, a alta foi de 1,30% em relação aos três meses anteriores e, nos 12 meses encerrados em março, o indicador avançou 4,17%.
O indicador, que tem sofrido constantes revisões, confirma um mês de março forte em termos de atividade econômica, como já indicavam os dados setoriais divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Indústria, varejo e serviços avançaram em março, rememora André Valério, economista sênior do Inter, em nota.
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“Somado ao bom desempenho do agronegócio, esperado devido à supersafra, tivemos uma alta de 0,8% em março de acordo com o indicador do Banco Central. Os dados mostram que, apesar de sinais de arrefecimento na margem, a economia brasileira ainda está aquecida em momento em que se discute o fim do ciclo de alta na taxa de juros”, continua Valério.

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Os agentes esperam PIB robusto no 1º trimestre, mais próximo de 1%, o que deve manter o Conselho de Política Monetária (Copom) em modo de cautela com a política monetária, segue o economista do Inter.
“Entretanto, essa alta será muito influenciada pelo agronegócio, um componente típico da oferta, e esperamos que a política monetária restritiva, que deverá permanecer assim por todo o ano, desacelere a economia brasileira ao longo dos próximos trimestres, fazendo com que o PIB cresça em torno de 1,5% esse ano”, conclui Valério.
Inflação em baixa
Já o Boletim Focus, do BC, também divulgado nesta segunda, mostra um mercado "cauteloso e otimista", dizem agentes. A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira em 2025 caiu pela quinta semana seguida, de 5,51% para 5,50%, segundo o relatório Focus.
"A leve redução na projeção da inflação para 2025, e a queda na estimativa do dólar, indicam uma percepção de menor pressão inflacionária e maior estabilidade cambial. Para os negócios, esse cenário contribui para um ambiente mais previsível, facilitando o planejamento financeiro e de investimentos”, comenta Sidney Lima, analista da Ouro Investimentos, também em nota.


