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Bitcoin atinge máxima histórica e reforça fenômeno “decoupling”

Amanda Meneses

O Bitcoin quebrou um novo recorde e já ultrapassa US$ 111 mil, reforçando a tese de decoupling (descolamento) de outros ativos de risco, como as bolsas norte-americanas (que têm sofrido com uma tendência mais baixista em meio a temores sobre a economia e o fiscal dos Estados Unidos), diante do otimismo do mercado em relação à possível aprovação pelos Estados Unidos de um marco regulatório para ativos digitais. 

Nesta quinta-feira (22), por volta das 14h02 (Brasília), o Bitcoin subia 4,54%, aos US$ 111.384, enquanto S&P 500, Dow Jones Industrial Average e Nasdaq Composite operavam com -0,01%, 0,01% e 0,46%, respectivamente. O movimento positivo é visto desde quarta-feira, quando o Bitcoin atingiu nova máxima histórica, que foi sucedida por um recuo intraday, enquanto os índices de Wall Street recuavam. 


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Segundo Theodoro Fleury, gestor e diretor de investimentos da QR Asset, o movimento do Bitcoin na véspera foi impulsionado principalmente pelas recentes compras de Michael Saylor, captação positiva de ETFs nos EUA, e também pela surpreendente quantidade de empresas que recentemente anunciaram a intenção de implementar o Bitcoin como ativo de reserva estratégica em suas tesourarias. O recuo, ainda ontem, foi gerado pela alta taxa exigida por investidores para comprar títulos de 30 anos do Tesouro Americano, em leilão de nova emissão realizado no dia. 

Já hoje, o Bitcoin se recuperou e voltou ao patamar recorde, bem como algumas das principais stablecoins, que também operam em alta. “Estamos vendo agora uma confirmação do decoupling, em que diante de fragilidades financeiras tradicionais ou políticas econômicas que geram incerteza, parte dos investidores enxerga o Bitcoin como uma reserva de valor alternativa, descentralizada e menos exposta ao risco sistêmico do sistema financeiro tradicional. Embora a maior institucionalização recente, via ETFs, possa manter laços com o mercado tradicional, crises e choques reforçam a narrativa do Bitcoin como alternativa de proteção de capital”, diz Fleury.