Haddad crê em investimentos no Brasil e diz que acordo com UE deve ganhar impulso com tarifaço

Segundo o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o Brasil tem grande espaço para crescimento, mesmo diante das turbulências geopolíticas recentes causadas pelas tarifas dos Estados Unidos. Para o executivo, os investimentos no país devem seguir na mesma toada e projetos como mudanças na Lei Federal de Parcerias Público-Privadas e Lei de concessões devem contribuir.
“Estamos falando de um cenário em que o Brasil tem tudo para crescer, mesmo com as turbulências geopolíticas que estão acontecendo e que, na minha opinião, vão acabar sendo endereçadas ainda esse ano. Penso que o Brasil, em qualquer cenário, menos ou mais favorável do ponto de vista externo, se cumprir com esse programa, vai se desenvolver com sustentabilidade”, disse Haddad durante painel no Safra Macro Day 2025, falando de um conjunto de iniciativas micro e macroeconômicas que, na opinião do executivo, podem alavancar um investimento que ainda está muito baixo no país.

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Haddad também lembrou que o Brasil mantém canais de comunicação para acordos com a China, com a União Europeia e com os Estados Unidos há muito tempo, e fez uma avaliação positiva em relação às oportunidades que o tarifaço de Trump devem gerar ao Brasil citando, por exemplo, o acordo comercial com a União Europeia (UE) ano passado. “Penso que o Brasil está com a agenda correta e fechou ano passado também um acordo com a União Europeia, que na minha opinião, à luz dos acontecimentos recentes, vai também ganhar impulso”, acredita.
Para o ministro da Fazenda, os acontecimentos recentes geram “oportunidade para o Brasil exercer sua diplomacia comercial” e obter vantagens importantes do ponto de vista de acordos bilaterais.
Haddad citou ainda um maior consumo das famílias e disse que somado aos investimentos, são dois componentes determinantes para o cálculo do PIB (Produto Interno Bruto). Citando a política fiscal, o ministro apontou que é a favor de crescimento econômico, “mas acredito que o crescimento econômico no Brasil tem tudo para ser puxado por consumo das famílias e por investimento. Nós não precisamos de um impulso maior do que esse para crescer bem.”


