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Ibovespa fecha acima dos 130 mil pontos, de olho em incentivo à China

Redação Capital Aberto

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta nesta segunda-feira (17), próximo dos 131 mil pontos pela primeira vez no ano. O dia foi marcado por alta nos papéis de Vale e Petrobras, de grande peso no índice, em meio ao avanço de preço do petróleo e otimismo após anúncio de medidas de incentivo à economia chinesa, enquanto o mercado digeria dados fortes da prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br, e informações sobre o pacote de isenção do Imposto de Renda.

O Ibovespa fechou com alta de 1,46%, a 130.834 mil pontos. Já o dólar encerrou com queda de 0,99%, negociado em R$ 5,68. O principal pivô para a alta da Bolsa brasileira foi a China ter divulgado um plano para aumentar o consumo interno e promover o crescimento da renda salarial. Sem citar valores, o Conselho de Estado da China trouxe mais informações sobre o chamado “plano de ação especial” para impulsionar o consumo interno, com medidas como o aumento da renda das famílias.


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Essa alta, segundo Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital, pode ser atribuída a uma combinação de fatores, incluindo estímulos econômicos anunciados pela China, dados econômicos positivos e expectativas em relação às decisões de política monetária global.

“É resultado de uma interação entre estímulos econômicos chineses, dados econômicos positivos e expectativas em relação às políticas monetárias”, disse o gestor.

Além do pacote de incentivo, que favoreceu o positivismo, dados da economia chinesa mostraram crescimento na produção industrial e nas vendas no varejo nos primeiros meses de 2025, reforçando a expectativa de recuperação econômica no país. ​

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O Ibovespa subiu em movimento de continuidade de otimismo dos últimos dias, com investidores com mais apetite a risco. O petróleo também subiu, favorecendo os papéis da Petrobras, que tiveram altas de mais de 2%, enquanto a Vale subiu mais de 1%.

Mas lá fora a Bolsa também subiu. Nos EUA, a bolsa foi impulsionada pelo crescimento abaixo do esperado no setor varejista americano, seguido de uma queda de 1,3% em janeiro o que sustenta a tese de que a economia americana está desacelerando e deverá incentivar o FED a voltar a reduzir juros em uma magnitude maior, mas sem uma ameaça de recessão, disse Belitardo.

Parte do movimento também esteve relacionada à expectativa em relação às reuniões de política monetária de diversos bancos centrais ao redor do mundo. “Também influenciou o mercado, com investidores atentos às possíveis direções das políticas monetárias globais, como a expectativa de queda de juros do Reino Unido”, esclarece o gestor da Hike.

Dia cheio de novidades

Hoje, após diversas semanas seguidas, pela primeira vez este ano, o Boletim Focus trouxe projeção de queda para a inflação, ainda que acima da meta. Além disso, dados do IBC-Br também vieram um pouco acima do esperado.

“No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou crescimento acima das expectativas, indicando expansão econômica. Esses dados, aliados aos estímulos chineses e ao crescimento de cerca de 1% no S&P e no Dow Jones, contribuíram para o apetite por risco dos investidores, resultando na valorização do real e na alta do Ibovespa”, conta o gestor.

O dia também foi marcado por informações sobre a ampliação da isenção do IR para aqueles que recebem até R$ 5 mil mensais. Em coletiva, Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, afirmou que nesta terça-feira (18) vai ter uma reunião com Hugo Motta, presidente da câmara, e com Davi Alcolumbre, presidente do senado, e o presidente Lula deve anunciar a medida ainda no mesmo dia, iniciativa que deve custar R$ 27 bilhões ao ano aos cofres públicos. O mercado, no entanto, ainda não reagiu à informação.