Empresas não-financeiras veem PIB acima de previsões do BC e Focus, diz Firmus
A Pesquisa Firmus, do Banco Central, que traz a percepção de empresas não-financeiras sobre a situação de seus negócios e as variáveis econômicas que influenciam suas decisões, divulgada nesta sexta-feira (28) revelou um maior pessimismo entre as companhias. O levantamento aponta perspectivas mais negativas tanto em relação à inflação e ao PIB brasileiros quanto sobre o desempenho relativo do setor específico das empresas. Realizada com 156 companhias, a versão mais recente da pesquisa teve sua fase coleta de informações entre 10 e 28 de fevereiro.
Segundo os dados do Firmus, mais da metade das previsões para o IPCA em 2025 ficam entre 5% e 6%, de uma faixa de 4% a 5% anteriormente, na edição da pesquisa em novembro de 2024. As expectativas para o crescimento real do PIB também decepcionam, com quase 60% dos respondentes apostando em 2% de crescimento econômico.

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Os respondentes (50%) também apontaram que o sentimento predominante dentre os profissionais de seu respectivo setor de atividade quanto à situação econômica atual é discretamente negativo, enquanto 18,6% avaliaram como neutro e 16,7% avaliavam como fortemente negativo. Anteriormente, na pesquisa ao final de 2024, esses números eram de 36,8%, 20,6% e 5,1%, respectivamente.
Para os próximos doze meses, boa parte (44,2%) das empresas espera que a variação dos preços dos produtos de sua companhia acompanhe a inflação esperada, medida pelo IPCA, ou seja, a margem de resultados fique em linha, enquanto mais de 28,8% acreditam que fique “discretamente acima”. Na edição feita em novembro, esses números eram de 43,4% e 39,7%.
Já quanto ao crescimento real dos seus próprios setores de atuação em relação ao PIB, 34% (antes de 32,4%) acredita que o resultado será “em linha”, enquanto 35,9% (41,2% anteriormente) esperam alta “discretamente acima” do PIB, 21,8% (anteriormente de 14%) esperam crescimento “discretamente abaixo”, 5,8% veem um resultado “fortemente acima”, e, para 2,6% (de 0%, anteriormente) “fortemente abaixo” do PIB.
