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Bolsas americanas têm forte recuo com expectativa de recessão; no Brasil, dólar sobe

Redação/Bloomberg

Em mais um dia tenso em Wall Street, as ações de tecnologia sofreram sua maior queda em um dia desde 2022, com os investidores abandonando os líderes de mercado de longa data devido às crescentes preocupações de que a economia americana está caminhando para uma recessão. Em meio ao desempenho das bolsas americanas nesta segunda (10), viu-se o índice Nasdaq 100 cair quase 4%, as critptomoedas recuarem e um indicador do risco de crédito subir (Markit CDX North American Investment Grade Index).

A liquidação de ações dos EUA acelerou-se, com as principais médias caindo para seu pior dia neste ano e os investidores se preparando para uma desaceleração na economia americana. O S&P 500 afundou 2,7%, oscilando mais perto de uma correção, após cair 8,6% em relação ao pico observado em 19 de fevereiro. O mercado americano está no limite porque o presidente Donald Trump alertou que os americanos podem sentir uma “pequena perturbação” das guerras comerciais com Canadá, México e China, sem oferecer horizonte sobre os benefícios relacionados às políticas tarifárias. Ademais, ele se recusou a descartar a a possibilidade de uma recessão.

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O cenário ocorre depois de um fim de semana em que funcionários do governo Trump (e o próprio republicano) sugeriram que a economia americana deve desacelerar. A mudança na linguagem da campanha, quando Trump prometeu tarifas no primeiro dia - as quais pagariam por cortes de impostos sem interromper o crescimento -, provocou uma reavaliação frenética dos ativos de risco.

Durante semanas, Wall Street já vinha se movendo cautelosamente, migrando de setores de tecnologia para setores mais defensivos, já que as políticas comerciais intermitentes enervaram os investidores ao mesmo tempo em que a inflação se mostrava rígida. Esse movimento acelerou nesta segunda-feira após os comentários negativos sobre o crescimento da economia americana feitos no fim de semana.

No Brasil houve algum efeito. O Ibovespa recuou, embora não na mesma intensidade que as bolsas americanas – e registrou baixa de 0,41%, para 124.519 pontos. Com as notícias em agências internacionais sobre a expectativa de recessão nos EUA, o dólar à vista fechou a sessão com alta superior a 1%, a R$ 5,85.