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Fundos têm captação líquida negativa de R$ 16,9 bi em janeiro, diz Anbima

Érica Polo

Os fundos de investimentos registraram captação líquida negativa de R$ 16,9 milhões, divulgou nesta sexta-feira (07) a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Em dezembro de 2024 houve saída líquida de R$ 147,6 bilhões – o que mostra que janeiro foi marcado por uma desaceleração dos resgates, conclui a entidade em nota.

“Com a continuidade da alta da Selic, era de se esperar o movimento de retomada dos investimentos nos fundos de renda fixa, que neste ano tendem a ser os motores da indústria”, comenta Pedro Rudge, diretor da Anbima. Os investidores retomaram aportes nos fundos de renda fixa, que tiveram uma captação líquida positiva de R$ 39,5 bilhões – montante que reverte o resultado negativo de dezembro. Com isso, a indústria reúne patrimônio líquido de R$ 9,3 trilhões.

Segundo a Anbima, na categoria de renda fixa, as entradas líquidas mais fortes em janeiro, de R$ 24,6 bilhões, foram registradas no tipo Renda Fixa Duração Baixa Soberano (que realizam investimentos de curto prazo em títulos públicos), seguidos por Renda Fixa Duração Livre Soberano (investimentos sem compromisso de prazo em títulos públicos), com R$ 9,8 bilhões.

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Além da renda fixa, apenas as categorias de Fundos de Investimento em Participações (FIP) e de ETFs (fundos de índice) tiveram captação líquida positiva, nessa ordem, de R$ 2,3 bilhões e R$ 2,1 bilhões.

Rudge disse ainda, em nota, que também é uma boa notícia a diminuição da intensidade de resgates nos fundos multimercados neste início de ano. “Embora ainda seja necessário esperar mais algum tempo para ver se esse movimento representa uma reversão de tendência”, disse.

Os multimercados tiveram saídas líquidas de R$ 22,5 bilhões em janeiro, em comparação a R$ 34,7 bilhões em dezembro passado. As perdas mais expressivas foram dos tipos Investimento no Exterior (R$ 10,8 bilhões) e Livre (R$ 6,9 bilhões). O primeiro mês de 2025 foi marcado, ainda, por captação líquida negativa na categoria de ações e de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Em FIDCs, a maior saída líquida foi registrada no tipo de fundo que investe em ativos de agronegócio, indústria e comércio, com R$ 8,9 bilhões.

Em relação à rentabilidade, na categoria de renda fixa, os fundos do tipo indexados exibiram a maior rentabilidade, de 1,58%, e apenas os do tipo dívida externa ficaram no negativo, em 3,7%. Em ações, todos os tipos fecharam janeiro com rentabilidade positiva, com destaque para ações setoriais (8,64%) e ações sustentabilidade/governança (5,8%). Entre os multimercados também houve ganhos em todos os tipos, sendo os maiores em capital protegido (2,07%) e long & short direcional (1,72%).