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Valor captado em debêntures incentivadas atinge recorde de R$ 13,2 bi em janeiro

Amanda Meneses

As empresas captaram R$ 13,2 bilhões com as debêntures incentivadas, instrumento criado pela Lei 12.431, em janeiro, o melhor resultado para o mês na série histórica da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), iniciada em 2012. O volume representa um salto de 397,4% em relação ao contabilizado no mesmo intervalo do ano passado. 

O crescimento ocorreu tanto no mercado primário quanto no secundário. No mercado secundário, as negociações de debêntures incentivadas alcançaram R$ 25,6 bilhões, crescimento de 59,4% na comparação com janeiro do ano passado.

O resultado apresenta uma continuação do ritmo de captação visto em 2024, que fechou em níveis recordes. "Após um ano com resultados recordes, 2025 começou em um ritmo forte. Isso evidencia a trajetória de crescimento sustentável do instrumento e o custo de oportunidade dos papéis de renda fixa em um cenário de juros em um patamar elevado”, afirma Cristiano Cury, coordenador da Comissão de Renda Fixa da Anbima.

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As captações foram lideradas pelo setor de transportes e logística, concentrando 42,2% das ofertas encerradas em janeiro, seguido por energia elétrica (21,7%), TI e telecomunicações (10,7%), saneamento (9,5%) e bioenergia (8,4%). Já em relação a duration, o prazo médio dos papéis alcançou 17,7 anos, patamar mais alto dos últimos 19 meses, muito acima da média de 10,6 anos observada nas debêntures em geral (com e sem benefício fiscal) no mesmo período.

Já as ofertas em geral, de debêntures com e sem incentivo fiscal, somaram R$ 28,5 bilhões, também o patamar mais alto para meses de janeiro na série histórica, com uma expansão de 243,5% na comparação anual e com os recursos sendo destinados principalmente para investimentos em infraestrutura (45,0%). No mercado secundário, essas negociações totalizaram R$ 65,1 bilhões, com aumento de 46,7%.