Criptomoedas caem após o maior hack da história dos ativos digitais

As principais criptomoedas do mercado operam em queda nesta segunda-feira (24), após a exchange Bybit revelar na sexta-feira (21) que havia sido hackeada o que resultou no que analistas chamam de “o maior roubo do setor”, com quase US$ 1,5 bilhão em tokens saqueados. Por volta das 14h25, o Bitcoin caía 0,30%, negociado a US$ 94.027. Já o Ethereum recuava 4,85%, a US$ 15.343
Na sexta-feira, a Bybit confirmou o roubo. Em post no X (antigo Twitter), o CEO da exchange, Ben Zhou, explicou o golpe em um jargão difícil de ser compreendido pelos leigos, mas muito claro para os entusiastas de ativos digitais: “O hacker assumiu o controle da carteira fria específica de ETH que assinamos e transferiu todos os ETH na carteira fria para este endereço não identificado.”
Com isso, no mesmo dia, o Bitcoin terminou cotado a US$ 96.126, queda na semana de 1,42%. Acumulando em fevereiro queda de 6,13% e alta de 2,89% no ano. Já o Ethereum terminou cotado a US$ 2.660, queda na semana de 2,44%, enquanto em fevereiro o recuo está em 19,36%, e no ano de 20,19%, segundo dados da CoinMarketCap.

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O evento foi citado como “significativo” pelo relatório da B2V Cripto nesta segunda (21). O ataque, que resultou no desvio de uma quantia bilionária, teve a maior parte do valor roubado em Ethers. “O incidente reforça preocupações sobre a segurança no setor e reacende o debate sobre regulamentação e proteção dos investidores”, diz a B2V.
Além do estouro do caso da exchange, outros fatores como o episódio da memecoin $LIBRA, divulgada pelo presidente argentino Javier Milei, também influenciaram o mercado na última semana, mas este foi perdendo a relevância.
Paralelamente, um novo coronavírus foi identificado por pesquisadores em morcegos de Hong Kong. O vírus, nomeado HKU5-CoV-2, pertence à mesma família de patógenos associados ao Sars-CoV-2, responsável pela pandemia de Covid-19. Testes de laboratório indicaram que a nova cepa tem potencial para infectar células humanas, mas ainda não há casos documentados de transmissão em pessoas. A descoberta ocorre às vésperas do quinto aniversário da pandemia no Brasil, levantando preocupações sobre riscos futuros, cita a B2V Cripto, em relatório.
*Com informações da Bloomberg


