Agro avança rumo ao mercado de capitais, e volume financeiro cresce 36% em dois anos
O volume financeiro do agronegócio captado via mercado de capitais cresceu 36% entre 2022 e 2024, e alcançou R$ 540 bilhões ao final do ano passado. A cifra corresponde a 3,5% do volume total do mercado de capitais, o qual somou em dezembro passado R$ 15,3 trilhões. A expansão de demanda por crédito do agro cresceu num ritmo superior ao do mercado total, o qual avançou 17% se observado o mesmo período, indica a 9ª edição do Boletim CVM Agronegócio divulgada nesta quinta (13).
Só a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) totalizou R$ 153,5 bilhões em dezembro de 2024, com alta de 60% se comparado ao mesmo mês em 2022 – e avanço de 17,9% em doze meses, ou seja, na comparação com dezembro de 2023. Segundo o boletim, 91% dos recursos captados foram destinados à produção de grãos e pecuária (49%), à comercialização (25%) e o restante dividido em beneficiamento e industrialização, nesta ordem.

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O produtor rural é o principal captador via CRA, e o investidor profissional ficou com 50% dos títulos emitidos – remunerados principalmente via IPCA e com vencimento entre três e dez anos.
Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimentos em Cadeias Agroindustriais (Fiagro) registrou alta de 315% nos últimos dois anos (quando o boletim passou a ser divulgado), chegando a R$ 43,7 bilhões em dezembro passado. Na comparação de doze meses, ou seja, entre dezembro de 2023 e o mesmo mês em 2024, houve alta de 15%.
Havia 133 fundos operacionais ao final do ano passado – alta de 39% em doze meses –, sendo que quase a metade é de Fiagro-FIDC, segundo a CVM. Doze deles detêm mais de 15 mil cotistas e 66% reúnem faixa entre dois e cinco mil cotistas. A carteira é principalmente composta por CRIs e CRAs. Em relação à fatia do PL, 44% está em Fiagro-FII.


