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BDMG emite sua primeira LCD; segunda operação do mercado

Amanda Meneses

Gabriel Viégas Neto, presidente do BDMG
Gabriel Viégas Neto, presidente do BDMG

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) efetuou esta semana sua primeira emissão de Letra de Crédito de Desenvolvimento (LCD) no mercado, alcançando o valor de R$ 60 milhões. “A operação marca o início da atuação do banco mineiro no novo título de renda fixa criado neste ano no país. O objetivo é ampliar a oferta de crédito com foco na promoção do desenvolvimento sustentável e, dessa forma, reforçar o trabalho em prol das políticas públicas do Estado”, disse o banco de fomento, em nota. 

A operação do BDMG ocorre pouco após a primeira emissão das LCDs no mercado, realizada pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), ainda esta semana. A emissão pioneira do papel renda fixa, com prazo de 12 meses, alcançou o valor de R$ 71,5 milhões. 


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As emissões ocorrem poucos dias após a conclusão da regulamentação por parte do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da habilitação formal da B3 como unidade depositária dos papéis. “O BDMG está atento às oportunidades de novas emissões, dentro do limite estabelecido pela resolução do Conselho Monetário Nacional, que poderá ocorrer ainda neste ano e nos próximos anos, conforme estratégia de captação do banco”, explica o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, em nota. 

Os bancos de desenvolvimento poderão emitir, por ano, 6,5% do seu patrimônio líquido na forma do novo título de renda fixa. Para o BDMG, esse limite equivale a cerca de R$ 130 milhões anuais. “O valor limite é substancialmente inferior ao inicialmente estabelecido, quando da aprovação da lei pelo Congresso. Mas nos adaptarmos para atuar conforme a regulamentação definiu”, reforçou o diretor financeiro do banco, Edmilson Gama.

Já para o BRDE, esse limite é de R$ 266 milhões em captações via LCD, que pretende atingir este ano. Para 2025, a instituição prevê chegar a R$ 300 milhões.

A expectativa pelas LCDs era grande, especialmente após o CMN e a B3 darem o último passo para que o título saísse do papel. O CMN definiu que o novo título terá a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para pessoas físicas, como ocorre com as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). Nesta modalidade, também há isenção de imposto de renda.