Índice de gestora mostra alta de inadimplência de empresas em setembro

Com a mudança de rumos da taxa básica de juros no país, o Índice Multiplike de Devedores (IMD) apontou alta da inadimplência de empresas no levantamento mais recente, de setembro: 11,52%. O dado mostra a inversão da trajetória de queda observada nos últimos três meses – em agosto o IMD apontou 10,82% de inadimplência. O levantamento observa um universo de 357 Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).
A maior variação foi observada na faixa com vencimentos mais longos, acima de 360 dias, em que a variação saiu de 19,05% em agosto para 20,37% no mês passado. A faixa de vencimentos mais curtos, até 30 dias, saiu de 39,18% para 39,75% no mesmo período comparativo. Também houve aumento, embora menos expressivo, na faixa de vencidos entre 61 e 90 dias - nestes casos, saindo de 8,16% para 8,29%. Segundo a gestora, as demais faixas sofreram uma queda moderada e juntas somam 31,59%.

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“O índice de inadimplência costuma seguir de perto as variações da taxa Selic. Os dados extraídos da CVM mostram o comportamento de inadimplência estável até agosto, mas com a alta da Selic em setembro, já se nota, em prazos mais curtos, um início de reversão”, diz Volnei Eyng, CEO da Multiplike, em nota.
O índice examina o cenário multicedente/multisacado do universo já citado de FIDCs. O patrimônio líquido dos fundos avaliados alcança R$ 53,6 bilhões. Eyng destaca ainda que, no segundo semestre de 2023 e no primeiro semestre de 2024, a inadimplência diminuiu de acordo com a redução da taxa Selic. No período em que a taxa básica de juros se manteve estável, a taxa de inadimplência se estabilizou em torno de 10,82%.
A Selic voltou a subir após a reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom) e a expectativa é que nova alta seja anunciada na da próxima semana.


