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Ações da B3 sobem após resultados acima das expectativas

Amanda Meneses

Os papéis da B3 sobem nesta sexta-feira (09) após os resultados fortes reportados pela companhia durante o segundo trimestre de 2024, que foram divulgados nesta quinta-feira no pós-mercado. A B3 registrou uma receita bruta de R$ 2,7 bilhões, 10% superior em comparação com o mesmo período de 2023, e um lucro líquido recorrente de R$ 1,2 bilhão, alta de 5% na base anual. A expectativa média de analistas consultados pela Lseg era de um lucro na casa de R$ 1,17 bilhão.

Hoje, por volta das 12h02, as ações da B3 subiam cerca de 3,44%, negociadas a R$ 11,74. “O resultado veio acima do que o mercado esperava. Não foi um lucro monstruoso, mas tem um resultado melhor. E por que isso tem uma expectativa boa? Trouxe uma visão boa, porque o ciclo econômico tem penalizado muito a B3”, comenta Matheus Nascimento, analista da Levante Inside Corp.


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O avanço dos lucros foi impulsionado principalmente pelo desempenho robusto das receitas nos segmentos FICC (FX, taxas) e OTC (fora do segmento de balcão), bem como pela expansão da margem EBITDA, dizem os analistas do Itaú BBA Pedro Leduc, William Barraranjard e Mateus Raffaelli, em relatório. As receitas de FICC cresceram 10% frente ao mesmo trimestre de 2023, com ADV (Volume Médio Diário) de contratos atingindo máximos históricos. Já as receitas OTC aumentaram 16% no mesmo período do ano anterior, impulsionadas por um aumento no saldo pendente de instrumentos de financiamento bancário. O EBITDA, por sua vez, aumentou para ~74%, crescendo 15% no trimestre. 

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“Este desempenho da receita foi impulsionado por um aumento de 22% em relação ao trimestre anterior no desempenho do FICC devido ao forte crescimento em quase todos os contratos. O segmento de ações não foi inspirador, com o ADTV no trimestre caindo 11% A/A e permanecendo relativamente estável no trimestre”, afirmam os analistas.

Enquanto os volumes ainda ficaram muito abaixo do que a média do que a B3 trabalhava, representando um cenário ainda muito desafiador para a companhia dado que o nível de receitas que ela consegue com esse mercado acaba sendo maior, a evolução dos custos foi muito boa. As despesas gerais ajustadas cresceram 12% na base anual, ficando abaixo das expectativas, segundo o BBA.

“As despesas, em geral, caíram 15% ano contra ano. Isso foi bastante interessante. E teve o efeito da amortização dos intangíveis reconhecidos na combinação do negócio com a CETIP. Esse efeito sobre os custos foi positivo. E a B3 ainda anunciou um programa de recompra de ações, que devem passar de 110 milhões para 340 milhões de papéis”, comenta o analista da Levante.

Para o mercado, o resultado foi positivo. Considerando uma melhora no cenário, quando esse ciclo for mais favorável, a B3 deve retomar a evolução nos resultados, principalmente nas linhas core, mercado à vista de derivativos, que representa basicamente a maior parte de seu negócio.