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Pessimismo cresce no mercado e Boletim Focus aponta inflação e Selic para cima

Redação Capital Aberto

Na semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve manter a taxa Selic em 10,50%, diante da deterioração da economia interna, além do já conhecido quadro global adverso, o pessimismo parece que tomou conta dos analistas consultados para o Boletim Focus.

De maneira geral, a preocupação das contas públicas tem sido a principal queixa dos economistas, uma vez que o governo se mostra cético em relação ao corte dos gastos, o que tem pressionado ainda mais a inflação e o dólar. No exterior, os próximos passos do Federal Reserve (Fed) sobre a taxa de juros também seguem no radar, embora os últimos dados de emprego e inflação tenham mostrado certo alívio por lá.

Neste momento, inclusive, o pessimismo no mercado se mostra ainda mais forte do que na reunião de maio do Copom. Um relatório do BTG Pactual com gestoras, traders, economistas e estrategistas de instituições financeiras, divulgado nesta segunda-feira (17), aponta que 83% dos participantes avaliam que o BC manterá a Selic em 10,50% ao ano, enquanto 17% esperam um corte de 0,25 ponto percentual (pp) e apenas 7% dos pesquisados antecipa um novo dissenso.


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Em relação ao comunicado da reunião do Copom, 56% acreditam que a comunicação virá sem “orientação futura”, mas discorrendo sobre uma “pausa” no ciclo de corte. Por outro lado, 55% dos pesquisados estimam que a comunicação deverá vir sem menção de “pausa” no ciclo.

Pessimismo do mercado

No Boletim Focus, a mediana da Selic para este ano passou de 10,25% na semana anterior para 10,50% nesta, enquanto para 2025 a projeção saiu de 9,25% para 9,50%. A inflação, por sua vez, medida pelo Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,90% para 3,96% em 2024. Para o próximo ano, a projeção saiu de 3,78% para 3,80%.

No caso da economia brasileira, os economistas estão menos otimistas do que na semana anterior. O Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2,08% este ano, sendo que na semana anterior a projeção era de uma alta de 2,09%. Para 2025, o crescimento foi mantido em 2%.

Já o dólar, que sofreu uma forte pressão altista nos últimos dias em função da precificação do risco fiscal eminente, sofreu um revés nas projeções. Para 2024, a cotação da moeda passou R$ 5,05 na semana passada para R$ 5,13, enquanto para o ano que vem, a estimativa saiu de R$ 5,09 para R$ 5,10.