Raia Drogasil inicia programa de ADRs

A Raia Drogasil iniciou um programa de American depositary receipts (ADRs) no dia 21 de março, tornando-se a primeira companhia brasileira a se aventurar no mercado americano neste ano. Cada recibo corresponde a uma ação ordinária e pode ser negociado no mercado de balcão. A empreitada nos Estados Unidos vai na contramão do mercado. O volume de negociação das empresas brasileiras é cada vez menor, ao mesmo tempo em que são crescentes as ressalvas de investidores em relação aos programas de ADRs.
As ponderações ganharam força com o caso Petrobras. Com base no envolvimento da estatal na Operação Lava Jato, acionistas donos de ADRs acionaram o Judiciário americano para reivindicar ressarcimento. Por lá, os sócios têm direito a exigir indenização da companhia, mas a legislação brasileira não prevê essa prerrogativa — ela estabelece que os administradores responsáveis por malfeitos indenizem a empresa, e não os acionistas. O episódio da Petrobras evidenciou o fato de que, em companhias brasileiras com ADRs, há uma efetiva desigualdade entre o tratamento dos sócios.

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Na Bolsa de Nova York, os ADRs de companhias brasileiras apresentam baixo volume de negociação. Em fevereiro, os 31 programas movimentaram apenas US$ 546 milhões. Neste mês, o volume de negócios melhorou, como reflexo da volatilidade do mercado decorrente do turbulento noticiário político-econômico. Até o dia 22, o volume era de US$ 1,3 bilhão. Os dados são da Economatica e contemplam apenas os programas níveis 2 e 3, listados no pregão.


