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Previsibilidade
“Neste período de macroeconomia conturbada, o setor apresenta algumas vantagens. As companhias que o compõe têm pouco ou nenhum denominador comum, e isso acaba blindando o segmento como um todo. Além disso, elas estão menos suscetíveis a mudanças regulatórias, que, em algumas áreas, como a de energia elétrica, foram devastadoras. Esses fatores dão conforto ao investidor, que se beneficia ainda do fato de elas serem ótimas pagadoras de dividendos. O lucro líquido por ação de diversas empresas de serviços financeiros vem crescendo a uma taxa de dois dígitos neste ano, e a perspectiva é que isso se mantenha em 2016. São exceções no mercado.”Aposta de curto prazo
“Smiles é uma compra mais oportunista, que precisa ser reavaliada com frequência. Entre os motivos pelos quais gosto da companhia está a administração excepcional, que, desde o IPO em 2013, executa a estratégia de forma impecável. Em quase todos os trimestres, os resultados da Smiles superaram as expectativas de mercado. A empresa entrega inovações importantes para melhorar a percepção dos clientes e gere muito bem a precificação de seu programa de passagens aéreas. O risco em relação à Smiles é a saúde financeira da sua controladora, a Gol, que hoje tem patrimônio negativo. Por isso, esse não é o tipo de investimento para ‘casar’ e ser feliz para sempre.”Aposta de longo prazo

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“A Cetip é uma história com a qual tenho mais conforto. Um dos seus pontos fortes é ser uma excelente pagadora de dividendos: a empresa gera mais caixa livre do que lucro; se não distribuí-lo, vai acabar, num futuro próximo, com muito dinheiro em caixa, situação não desejada pela administração. Para evitar isso, a empresa poderia fazer uma aquisição, algo que eu não vejo no curto prazo; colocar em prática um plano pesado de investimento, que também não acredito ser o caso; ou distribuir o lucro para os acionistas. A minha avaliação é que a última opção será a escolhida. Além disso, ela tem uma vantagem: preços de produtos e serviços, que correspondem a 60% de sua geração total de receita são reajustados pela inflação. Num cenário em que a inflação está alta, isso gera uma proteção com que outras empresas não podem contar.”
Mais vulnerável
“A BM&FBovespa, das empresas que eu cubro, é a menos previsível. Seu comportamento depende muito da performance do Ibovespa. Quanto mais alto o índice, maior o volume financeiro negociado na Bolsa; quanto maior o volume, mais a BM&FBovespa ganha dinheiro. Então, para se ter um bom grau de previsibilidade sobre o que vai acontecer com as ações, é preciso acertar a direção do índice, algo bastante complexo no cenário de instabilidade atual.”Erro
“Cielo foi um caso em que errei grosseiramente nos últimos dois anos. Nesse período, eu tinha uma recomendação neutra, e as ações da companhia performaram muito bem. Dois fatores me atrapalharam. Primeiro, os resultados acima do que o mercado esperava ao longo de 2014 e 2015; segundo, a parceria que firmou com o Banco do Brasil, no ano passado, para criação de uma empresa de processamento de cartões. O mercado viu nessa associação um enorme potencial de geração de valor para a Cielo, o que fez os papéis se valorizarem significativamente. Porém, esse é o tipo de coisa que não há como prever.”Foto: divulgação


