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Recompra de ações bate recorde nos EUA

Luciana Tanoue

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Diversas companhias americanas anunciaram, recentemente, a recompra acionária de US$ 104,3 bilhões. O valor equivale a 2% do valor total dos papéis negociados em bolsas locais no mês de fevereiro, de acordo com estatísticas compiladas por TrimTabs Investment Research e Bloomberg e divulgadas pela IR Magazine. O montante, o maior desde que a TrimTabs começou a acompanhar os dados, em 1995, é quase o dobro dos US$ 55 bilhões em planos de recompra anunciados em fevereiro de 2013.

Entre as 123 empresas que vão readquirir ações estão a Home Depot (gasto de U$$ 18 bilhões), o grupo de mídia Comcast (US$ 10 bilhões) e a varejista TJX (US$ 1,9 bilhão). A Gap divulgou um plano de recompra de ações de US$ 1 bilhão, impulsionando o preço dos papéis da companhia em mais de 3% no dia do anúncio.

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“As empresas estão pegando dinheiro emprestado a taxas basicamente nulas e recomprando suas ações”, explicou Neil Grossman, diretor de investimentos da TKNG Capital Partners, à Bloomberg News. “O que o investidor quer é o maior retorno no período. Se esse retorno não vem de crescimento do negócio, mas a partir da recompra de ações, tudo bem”, afirmou.

Esse cenário incentivou a State Street Global Advisors a lançar, em fevereiro, um fundo de índice (ETF) que investe exclusivamente em empresas americanas conhecidas por recomprar suas ações. O argumento é que hoje as recompras são a principal forma de remuneração dos acionistas, à frente dos dividendos. Entre 1980 e 2013, o número de empresas que pagam dividendos caiu de 78% para 40%, enquanto a quantidade de companhias que promovem recompras subiu de 28% para 43%, segundo a State Street.

Ilustração: Rodrigo Auada