Mares revoltos (Log-In)

O principal contratempo foi a paralisação, entre junho e agosto, do estaleiro Eisa, para quem a companhia encomendou sete de seus navios. O hiato nas atividades, decorrente de problemas financeiros, significou um atraso de seis meses a um ano no cronograma de entrega. Além disso, a Log-In precisou realizar em novembro um aditivo ao contrato original, no valor de R$ 74,5 milhões, para concluir os projetos.
No início de 2014, a empresa já havia passado por dificuldades com uma de suas embarcações. Uma falha mecânica no motor tirou a RR Europa de operação por 25 dias, impactando o resultado no segundo e no terceiro trimestres. “Há diversos riscos intrínsecos que tornam difícil apostar neste segmento hoje”, diz Felipe Silveira, analista da Coinvalores.

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Mas a modalidade — responsável por 10% de toda a carga movimentada no País — ainda enfrenta empecilhos que podem atrapalhar esses planos. A burocracia, decorrente da falta de integração com outros tipos de transporte, é um deles. Segundo estimativas, a liberação de uma carga conduzida por navios de cabotagem demanda o triplo de documentos em comparação ao mesmo procedimento para um caminhão. “O esforço da Log-In em fortalecer terminais intermodais [onde a burocracia é reduzida] pode significar uma vantagem nesse contexto”, considera Elad Revi, analista da Spinelli.
A escolha das companhias para esta seção é feita a partir de um levantamento da Economática com a oscilação e o volume negociado mensalmente por ações que possuem giro mínimo de R$ 1 milhão por dia. A partir daí, são escolhidas aquelas que se destacam pelas variações positivas e negativas nos últimos seis meses.


