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Governo chinês quer flexibilizar regras de IPO

Bruna Maia Carrion

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O governo de Xi Jinping vem se esforçando para tornar a economia da China mais aberta e dinâmica. Em novembro, divulgou planos de reforma econômica para os próximos dez anos. A intenção de aprimorar o mercado de capitais local e tornar a listagem de ações mais atrativa é um dos principais pontos do documento. Atualmente, as companhias privadas têm dificuldade em se listar nas bolsas locais, como as de Xangai e Shenzhen. De acordo com a revista Inside Investor Relations, os reguladores chineses têm sido historicamente mais eficientes e rápidos em autorizar IPOs de empresas estatais, ao passo que outras companhias — mais atrativas para investidores — enfrentariam grande burocracia. O processo de listagem chinês pode levar anos e inclui dez entrevistas com a China Security Regulatory Commission (CSRC). Para abrir o capital, as empresas também precisam atingir requisitos financeiros elevados, o que torna pouco viável o IPO de companhias pequenas. O regulador também é altamente intervencionista, determinando limites mínimos de captação, por exemplo. A ideia é que, com a reforma, a CSRC apenas fiscalize se a companhia cumpriu certas obrigações financeiras e legais e deixe para as empresas a decisão sobre se são grandes o suficiente para se listar e o quanto devem captar.