Presença de mulheres em conselhos ainda é baixa nos EUA
Um estudo realizado pela empresa de recrutamento de executivos Spencer Stuart sobre a composição dos conselhos de administração das 500 maiores companhias abertas norte-americanas (S&P 500) revelou que apenas um em cada seis conselheiros é mulher. A pesquisa se baseou nas informações contidas nas convocações para as assembléias anuais de acionistas — documentos conhecidos como proxies — de 2007. Em 9% delas (o equivalente a 45 empresas), os conselhos são compostos exclusivamente por homens. Essa lista inclui companhias como a Apple, o banco Bear Sterns e o conglomerado de mídia do australiano Rupert Murdoch, a NewsCorp.De acordo com os dados coletados, 70% das companhias analisadas afirmaram estar à procura de candidatas. Apesar disso, apenas 19% dos conselheiros que assumiram seus postos este ano eram mulheres. Uma das razões que explicam essa disparidade é a concentração da maioria das propostas de contratação num pequeno número de executivas que assumiram a presidência de grandes empresas, como Anne Mulcahy, da Xerox, e Meg Whitman, do Ebay. “As mulheres que são CEOs em exercício raramente aceitam participar de mais de dois conselhos”, afirma Julie Daum, chefe de recrutamento e seleção de conselheiros para a América do Norte na Spencer Stuart.

