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Quatro países brigam para ser o centro financeiro do Oriente

Camila Guimarães Hessel

Com o crescimento da já elevada renda dos países produtores de petróleo e a expansão das finanças islâmicas, quatro pesos-pesados vêm desenvolvendo estratégias para se converter no principal pólo de investimentos do Oriente Médio.

Dubai é o que mais tem feito alarde. Investe pesado em marketing para se promover como destino turístico de ricos e famosos. E parece funcionar: nos últimos três anos, mais de 130 instituições financeiras (incluindo grandes casas internacionais) se instalaram por lá, além de cerca de 400 empresas. Mas o que sustenta esse crescimento é sua estrutura legal e regulatória, que procura se aproximar o máximo possível das referências internacionais.

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Mas, se o critério para determinar o grau de desenvolvimento de um ou outro mercado financeiro na região for o tamanho da indústria de fundos de investimento, o Bahrain sai na dianteira. Os 108 fundos estabelecidos no país administram mais de US$ 9 bilhões em recursos. Parte desse valor advém de fundos originários de outros países, como o Kuwait, que foram atraídos pela criação de um regulador exclusivo para os gestores de recursos.

O Qatar é o único a admitir que suas ambições são restritas. No lugar de competir pela atração de novos bancos de investimento e empresas estrangeiras, seu objetivo é a indústria de seguros. Em junho deste ano, um dos maiores grupos mundiais, a Aon Corp, solicitou licença ao governo para operar no país, que passa por um processo de revisão do sistema regulatório neste momento. E a concorrente que mais assusta é a Arábia Saudita, maior economia do Oriente Médio, ainda fechada. Só recentemente ela começou a conceder licenças para instituições estrangeiras, que antes trabalhavam para os sauditas instalados no Bahrain.