Operações "going private" aceleram nos EUA em 2006
O boom nos negócios dos fundos de private equity vivido no ano passado foi marcado por operações de fechamento de capital da companhia investida, num movimento que ficou conhecido como “going private”. Foram realizadas, de acordo com dados fornecidos pela consultoria especializada Dealogic, 939 operações do gênero em 2006 nos Estados Unidos, avaliadas num total de US$ 357,88 bilhões. Esse montante é maior do que a soma movimentada pelas “going private” ocorridas em 2003, 2004 e 2005.
Dentre as razões apontadas para este crescimento, aparecem, em primeiro lugar, os prêmios pagos pelos fundos aos acionistas dessas companhias, que chegaram a 17%, como no comentado caso da rede de rádios norte-americana Clear Channel. Apesar de relativamente altos, esses prêmios são bem menores do que os praticados no passado. Segundo dados coletados pela Thomson Financial, enquanto a média paga em 2006 foi de 29%, a de 2000 era de 44%.

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Os acionistas das companhiasalvo podem votar contra as propostas de “going private”, mas somente depois que um comitê especial, formado pelos conselheiros e principais executivos, faça uma avaliação das vantagens de se aceitar a oferta ou não. Uma vez aceita pelos administradores e pela maioria dos acionistas, todos são obrigados a vender. O processo é diferente de uma oferta pública tradicional, em que cada acionista pode decidir individualmente se aceita o preço proposto pelo comprador.
