"Staggered boards" entram em baixa nos Estados Unidos
Um estudo do Institutional Shareholder Services (ISS) realizado a partir da análise das atas de assembléias realizadas entre agosto de 2005 e novembro de 2006 identificou uma queda de 8% no número de companhias que compõem o S&P500 e contam com os chamados “staggered boards”. Nesse tipo de conselho, apenas um terço dos membros é renovado a cada mandato. Como impossibilita a troca de parte dos conselheiros de uma só vez, essa estrutura costuma ser vista como uma defesa contra aquisições de controle, já que obrigaria o comprador a conviver com um grupo de conselheiros ligados à antiga gestão. |

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Devido a uma pressão cada vez maior dos investidores e dos guardiões de governança, as companhias têm optado por eleições anuais, em que todo o conselho pode ser trocado. Essa foi a primeira vez em dez anos que o estudo do ISS identificou o abandono desse tipo de estrutura por parte das companhias de maior capitalização de mercado. Quando analisadas as 1.500 maiores empresas dos Estados Unidos, esse percentual sai de 61% em 2004, para 59% no ano seguinte e 55%, em 2006. Nas de pequena e média capitalização (small e medium caps), a mesma tendência foi verificada, com queda de 3% no número de staggered boards entre 2005 e 2006.
O abandono dos staggered boards é uma das questões que devem dominar a pauta do ativismo societário no mercado norte-americano em 2007. De acordo com pesquisa também realizada pelo ISS, há cinco grandes temas na agenda dos acionistas norte-americanos de postura mais ativista. Além da estrutura dos conselhos, as principais disputas girarão em torno de assuntos como defesas contra tomadas de controle (poison pills), eleição por maioria para conselheiros de administração, atuação dos fundos hedge como acionistas e, ainda, a sempre muito contestada remuneração dos altos executivos.
